Maminha

Hoje vou falar-vos de maminhas!

Há para todos os gostos e de vários sabores, mas, como maminhas que são, agradam a todos!

Quando cheguei a Cabo Verde, logo me falaram da maminha e que tinha que experimentar! Bem dita a hora! Foi depois de um longão de sábado, ainda me lembro! Naquela altura era inexperiente e, por isso, o meu pedido foi comedido, muito conservador, a jogar pelo seguro para não criar nem grandes expectativas nem, por consequência, sofrer grande desilusão – depois do que me haviam prometido que seria a experiência de abocanhar uma maminha!

Quando me trouxeram o grande prato plano, qual travessa, onde, pouco central e ladeada por umas fatias de queijo da terra, surgia bem dourada a maminha com o brilho de uma goma – que agora sei ser o resultado da cozedura a vapor do cuscuz de milho.

Estava rendida! Rendida e determinada a degustar todas as maminhas da Cidadela ao Palmarejo para poder nomear as melhores (o melhor local para degustar esta espécie de cuscuz cozinhado a vapor).

Costuma dizer-se que “não há amor como o primeiro” e neste caso é bem verdade!

O 1º lugar do cuscuz, quer de milho, quer de mandioca, está atribuído ao GO FRESH. Uma maminha macia, húmida, suave, saborosa, que se dissolve na boca, com notas suficientes de doçura e de comedido salgado… Um must!

O 2º lugar vai para o Café Fogo. Um cuscuz “homemade”! Preparado com o cuidado dos produtos artesanais e que tem todo o sabor tradicional desta iguaria. Mais, podem comprar e levar para casa. Quando quiserem comer, uma estratégia para aquecer é colocar uma folha de papel humedecida por cima e levar ao micro-ondas por 30″.

O Natura e a Casa dos Sabores estão em ex aequo no 3º lugar. Aqui será o acompanhamento a ditar a escolha da visita. O Natura tem um menu imperdível que completa com salada de fruta e um sumo natural como nunca experimentaste! Já a Casa dos Sabores faz umas omeletes de queijo de bradar aos céus! De toda a maneira, estes dois locais estão na mesma rua, um de cada lado; portanto, saem de um e vão logo ao outro para fazer a comparação! 😋

Depois, se queres uma maminha caseira mas que já está embalada e é só pagar na caixa e seguir para casa, então tens outras duas opções bem válidas: o Multichoice e o Flora! Não distam muito um do outro (uns 500m).

Chegaste agora ao grande momento deste texto, que é quando te conto que bom bom é preparares a tua própria maminha!

A minha amiga Jandira preparou-me um verdadeiro “workshop” gastronómico em modo “ladies afternoon” digno de vídeos e fotos para mais tarde recordar! Foi incrível!

Então, queres a receita? Queres saber passo a passo como se prepara o cuscuz cabo-verdiano?

Vamos a isto!

De que precisas? Antes de mais, porque é o elemento essencial, precisas de uma “cuscuzeira”. Sem isso, não há papinha boa!

Depois, uma bacia grande para poderes mexer bem com as duas mãos.

Uma caneca que serve de medida.

Água. Farinha de milho. Flocos de (puré de) batata. Açúcar.

O modo de preparação só é aparentemente fácil! Acredita que vais suar para encontrar o ponto!

Por cada porção de farinha de milho, colocas metade de flocos de batata. Por exemplo: duas canecas de farinha de milho para uma de flocos de batata. O açúcar é a gosto (diria, uma a duas colheres de sopa).

Depois é que começam os trabalhos. Tens de hidratar a mistura. Misturas água de forma a hidratar lentamente e vais “sacudindo” a mistura com mãos soltas, como se estivesses a revolver areia que se te escapa pelas mãos. A mistura tem de se ir hidratando e vais acrescentando água até estar no ponto – quando deixar de ser “pó” e passar a ter uma consistência húmida, leve, solta.

Quando estiver pronta, pegas na cuscuzeira e colocas um terço da capacidade de água.

Preenches a maminha com a mistura de milho e batata, tampas e encaixas no bico da cuscuzeira. Levas a lume médio. Quando ferver, contas 15 minutos – de toda a maneira, entretanto vais sentir o cheirinho do cuscuz a cozer.

E boa sorte! É mesmo boa sorte!

Já fiz maminha de farinha de mandioca e aí até achei mais fácil! Com farinha de mandioca não precisas de outra farinha nem de açúcar (ainda que o açúcar seja uma questão de gosto e de saúde).

A maminha é naturalmente isenta de glúten e é #animalcrueltyfree 🐾

Fico a aguardar pelas vossas fotos e vídeos das vossas maminhas!

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