Entre 5 e 12 de julho de 2025, o Movimento Ultreya realizou a sua sexta edição da Volta a Espanha Solidária, intitulada “Raízes”, com partida na freguesia de São Torcato (Guimarães, Portugal) e chegada em Toledo, Cidade Europeia do Desporto 2025.
Foram percorridos cerca de 1.400 km em 8 etapas, atravessando regiões da Galiza, Castela e Leão, Cantábria, País Basco, La Rioja, Aragão e Castilla‑La Mancha.
🗓️ As Etapas – Distâncias e Trajecto
A Volta contou com oito etapas intensas e diversificadas:
- 05 Julho – São Torcato → A Gudiña (Ourense, Galiza)
Início em Guimarães, atravessando a fronteira até à Galicia.
Percurso de montanha com cerca de 180 a 200 km, com alternâncias de subida e descidas técnicas.
Depois da saída de São Torcato, o traçado atravessou áreas de subidas constantes em Ourense, como a OU‑1013 e N‑525.
Houve desníveis acentuados e exigentes em cadência técnica.
A festa popular na chegada a A Gudiña fez-se num ambiente cultural com grupos locais e convivência comunitária - 06 Julho – A Gudiña → Carrizo de la Ribera (León)
A 2a etapa foi de transição, rolante, com cerca de 170 km, ideal para recuperar o ritmo após a montanha.
O terreno mais plano, comparativamente à etapa anterior, com longos trechos rolantes, proporcionou um ritmo constante, ideal para a recuperação após o desgaste da montanha.
Houve passagem por aldeias históricas, troca cultural e apoio local. - 07 Julho – Carrizo de la Ribera → Novales (Cantábria)
Quase 200 km com terreno acidentado e algumas rampas difíceis, exigindo bom controlo de cadência.
O elevado número de rampas e de meia montanha exigiu variação de cadência, técnicas de pacing e grupetto (fundamentais para manter o ritmo até Novales). - 08 Julho – Novales → Vega de Pas (Cantábria)
Etapa curta (~120 km) mas intensa em ascensões, com as célebres subidas da Cantábria.
Curta mas intensa, com subidas regulares e vertiginosas.
Requereu escalada técnica: explosões de ritmo seguidas por recuperação ativa. - 09 Julho – Vega de Pas → San Millán de la Cogolla (La Rioja)
Percurso de média montanha (~150–160 km) com leve subida no final, ideal para o sprint.
Etapa marcada pela sequência de vales e colinas, com leve subida no final.
Ideal para ciclistas com bom punch num final dramático. - 10 Julho – San Millán → Ojos Negros (Teruel, Aragão)
Longa distância (~200 km), principalmente em planalto, com algumas ondulações suaves.
A etapa começou em Medinaceli (Soria) para a transição até Teruel.
Dia marcado por longos desafios de altitude média e vento lateral constante a requerer gestão eficaz da hidratação e alimentação – o calor e a distância marcaram a jornada. - 11 Julho – Mira → Camuñas (Toledo)
Aproximadamente 150 km com terreno maioritariamente plano em Castilla‑La Mancha e com vento lateral a desafiar o pelotão, solicitando posicionamento no pelotão para evitar cortes. - 12 Julho – Camuñas → Toledo (plaza del Ayuntamiento)
A etapa final de 95 km com 649 metros de desnível acumulado, terminou no centro histórico de Toledo.
A estrada final com leves ondulações antes da chegada na Plaza del Ayuntamiento, antecipou a chegada simbólica à cidade de Toledo com uma receção oficial e encerramento do evento solidário.
🚴 Primeira Etapa
Na etapa inaugural de São Torcato até A Gudiña, integrei com energia e determinação desde os primeiros quilómetros.
A subida inicial ao longo da fronteira trouxe desafios técnicos, com pendentes a exigir técnica de cadência e planeamento da alimentação durante o percurso.

Destacaram-se os momentos em que, com o grupo, parti por estradas estreitas de granito, típicas da zona de Ourense — exigindo atenção à tração. O terreno passou de montanha a planalto e troquei a rapidez por cadência firme nas subidas longas, sempre acompanhada de sorrisos solidários.
Há registos de pit-stops emocionantes em aldeias locais, onde a comunidade ofereceu líquidos e frutos aos ciclistas, numa demonstração de hospitalidade.
🚴 Highlights Técnicos & Momentos Inesquecíveis
- Altimetrias variadas: cada etapa trouxe um perfil diferente — desde rampas duras na Cantábria até planaltos largos em Castela‑la Mancha.
- Entrega de cheques solidários: em cada final de etapa, o movimento entregou cheques a associações locais, reforçando o impacto social nas comunidades envolvidas.
- Contexto cultural ativo: os participantes viveram romarias, património local, música tradicional e eventos comunitários associados à gastronomia e cultura de cada município.
Também importa referir que a organização contou com “embajadores” locais em cada etapa — ciclistas representantes das localidades — responsáveis pela recepção e simbologia do evento.

📣 Apelo Final: Faz Parte do Movimento
Estás a ver os perfis técnicos e a dimensão cultural?
A Volta solidária Ultreya prova que o ciclismo pode ser mais do que um desporto: é um motor de conexão, cultura e solidariedade.
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Eu e tantos outros ciclistas-embaixadores mostramos que, pedalando juntos, construímos pontes — entre comunidades, entre gerações e entre emoções.
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