O que é preciso para treinar?

“Eu sei que nasci atleta, atleta da vida. Nasci com vontade de fazer tudo, de chegar rápido, de ir até lá onde ainda não fui.” E é com esta vontade que vou para cada treino.
Há anos que treino e, mesmo quando ainda não tinha descoberto o encanto da competição (em 2010), a qualquer atividade a que me dedicasse encontrava-lhe o gosto na prática, na preparação.

– Como fazes? Como é? Treinas todos os dias? Isso deve de ser “uma grande seca”.
Dantes, não há muitos meses atrás, não entendia estes pontos de interrogação. Hoje, sem que haja dia que me desvie do plano, compreendo-os melhor, porém.
Os conselhos, se fossem bons, pagavam-se – já diz o povo. Todavia, para aqueles que querem saber como se faz, vou tentar uma “check list”:

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– procure um profissional. Procure um treinador, um “coach”, independentemente dos objetivos (sim, porque todos temos objectivos e ser “feliz na bike” é tão válido para o amador como para o profissional, com formas diferentes de concretização). Escolha com base na proximidade que tem e que vai conseguir manter com essa pessoa. Não vá por modas: lembre-se que é de si, para si e por si que os objectivos têm de ser postos. Selecione quem é da área, neste caso, do ciclismo (com experiência neste “mundo” e formado).

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– não sabote os seus treinos. Confie. Não treine às cegas ou pelas dicas da net. Cumpra o plano que, conforme os objectivos a que se propõe, há de ser mais ou menos flexível. Haverá dias em que o treino parece “peanuts” e ainda bem: é sinal que daí a pouco a coisa vai arder! Desfrute! Quando não puder cumprir o plano, lembre-se que elegeu um “coach” da sua confiança, com quem é próximo e, por isso, logo o porá a par e nem pensará em mentir-lhe.

– reinvente-se a cada treino. Crie pequenos objetivos para cada treino e dentro de cada treino. Não há rotina quando se descobre a bicicleta. Encante-se a controlar bpms, a conciliá-los com watts, misture com rpms e olhe à sua volta, sinta os cheiros, veja as cores, os buracos da rua (que ora aumentam ora sofreram obras de reparação).

– seja feliz. Parece um cliché mas não é, de todo! Se não fosse para conquistar um “cadinho” de felicidade a cada saída na bike, porque raio sairia nela? Porque carga de água se dedicaria tanto a ler sobre o assunto? Porque investiria tanto? A felicidade não é absoluta e aquela fracção que conquista em cada treino que cumpre é razão para seguir o trabalho com confiança em si e no coach.

 

– seja honesto. Quando se equipa todo para treinar, o que lhe passa pela cabeça? O que quer? Seja honesto e admita para si e para o seu treinador, para os que estão consigo, a resposta. Lembre-se, qualquer objectivo, tanto o do amador como o do profissional, vale o mesmo, fazem parte da circunstância de vida de cada um!

 

 

Agora, treine e treine bem! Não disse “treine muito”! Treine o que está no plano (da felicidade).

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