Kefir de água: “probiótique-se” enquanto se hidrata

Quem assistiu ao direto desta semana da receção dos produtos +Cru e aqueles que seguem as minhas histórias do dia nas redes sociais sabem que estou a cultivar Kefir de água e que dentro em breve terei grãos de Kefir para oferecer.


Mas vamos por partes.

Para ter um intestino saudável, é preciso cuidar da alimentação. Sobretudo as pessoas quem têm problemas de constipação ou prisão de ventre, provavelmente, já ouviram sugestões para incluir probióticos na rotina.

Os alimentos probióticos contém microrganismos vivos que atuam de modo benéfico no organismo (chamados de bactérias boas), auxiliando principalmente na regulação e no equilíbrio da flora intestinal.

Apesar de os produtos fonte de bactérias boas mais populares serem o leite fermentado e os iogurtes enriquecidos com lactobacilos, podemos fugir às opções industrializadas e responder também às necessidades de quem é intolerante à lactose, usando o kefir de água: uma alternativa mais económica e natural de adicionar probióticos à alimentação.

Também conhecido como quefir, cogumelos tibetanos, plantas de iogurte, cogumelos do iogurte, kephir, kiaphur, kefer, knapon, kepiand e kippi, o kefir é uma bebida fermentada a partir de elementos chamados popularmente de grãos de kefir.

Esses grãos, na verdade, são um conjunto microbiano ou um conjunto de microrganismos variados responsáveis pela fermentação do líquido. Esses grãos podem ser de dois tipos: de água e de leite. A partir de aqui, saiba o leitor que me dedico só aos de água.

Entre os benefícios comprovados do consumo da bebida, devido à ação probiótica, estão a melhoria da função intestinal, melhorias nas funções digestivas, reequilíbrio da flora intestinal, auxílio ao sistema imunológico e combate a agentes patogénicos, como bactérias nocivas.

O kefir é cultivado em casa. Inicialmente, o conjunto microbiótico aumenta seu tamanho e, posteriormente, subdivide-se, mantendo o equilíbrio da sua composição (ou seja, nenhum nutriente é perdido nesse processo e há uma multiplicação dos seus “bichinhos” de kefir). Com a fermentação, o resultado é uma bebida bastante nutritiva, rica em vitaminas, minerais e aminoácidos.

Tal como combinado, mais adiante partilho convosco o vídeo e a receita para que também vocês possam cultivar o vosso próprio kefir de água.
Até à minha avó falecer, eu sempre cultivei Kefir e, mesmo que deixasse as bactérias morrer quando me ausentava por mais tempo em provas, não havia problema porque ela tinha tantas culturas que me voltava a dar e eu retomava o processo. Ou seja, já dá para perceber que, para quem tem o hábito de comprar produtos “ativados”, com probióticos, estes “bichinhos” multiplicam-se rapidamente e são partilhados entre os membros da comunidade – para nós o conceito de “partilha”, génese destes grãos, é essencial! 
Agora que falei de “dinheiro” e de “poupar uns trocos”, chamei a sua atenção?
De forma simples, o termo deriva da palavra keif, de origem turca, que remete à “bem-estar” ou “bem-viver”. 

Os grãos de kefir são um conjunto de microrganismo com aparência semelhante à de uma couve-flor,  gelatinoso, cujos grumos têm entre 3mm e 35mm de diâmetro e apresentam uma coloração esbranquiçada ou levemente amarelada.

Os grãos apresentam uma associação principalmente de bactérias ácidoláticas, bactérias acidocéticas e leveduras, envolvidos por polissacarídeos (chamados de kefiran). Em média, os grumos aumentam o seu tamanho até 45% por dia.

O kefir de água possui um conjunto microbiótico que se alimenta de hidratos de carbono. Como a água não possui fonte energética para promover a proliferação das bactérias, é preciso que o líquido seja enriquecido com outras substâncias, tais como o açúcar, açúcar mascavado e frutas (pois contêm sacarose).

O resultado é um líquido efervescente e levemente ácido, que pode ainda ser aromatizado com sumos de fruta ou utilizado na confeção de outras receitas. 

Já está pronto para cultivar o seu Kefir de água?

A primeira coisa a saber antes de querer consumir o kefir é: que não vai encontrá-lo em lojas.  É preciso encontrar algum doador, ou seja, alguém que faça o cultivo e lhe dê uma quantidade da cultura (em breve terei disponível).

Há sites que cadastram doadores e indicam os mais próximos da localização de quem procura. Além disso, as redes sociais têm diversos grupos de trocas, doações e informações sobre o produto.

Depois de adquirir os seus grãos, é hora de iniciar o cultivo caseiro.

Os materiais necessários para isso são um recipiente de vidro, um pano de algodão, coador, outro recipiente para colocar a bebida “kefirada” e água com algum açúcar.

Algumas dicas básicas:

  • Não utilize materiais de metal ou aço (recipientes, coadores, peneiras ou colheres);
  • Higienize e seque os recipientes antes de iniciar a produção (lave com água quente e deixe secar bem);
  • Se possível, separe os equipamentos utilizados apenas para o preparo do kefir (isso irá reduzir os riscos de contaminação de outros produtos e do próprio kefir);
  • Prefira água em temperatura ambiente para que o tempo de fermentação não seja alterado (baixas temperaturas ou usar os líquidos frios fazem com que a fermentação seja mais lenta);
  • Nunca aqueça os grãos ou lhes acrescente água quente;
  • Depois de coado, pode armazenar a bebida por até 7 dias no frigorífico.

Vamos ao cultivo do kefir de água:

A água não possui propriedades fermentáveis, por isso é preciso adicionar-lhe algum componente. Normalmente são utilizados açúcar (branco, mascavado ou orgânico), frutas, rapadura ou melaço.

Agora é muito simples: por cada litro de água adicione  1/4 de xícara do açúcar ou alimento fermentável escolhido (cerca de 4 colheres) e igual quantidade de grãos de kefir (cerca de 4 colheres para cada litro de água) num recipiente de vidro ou plástico.

À medida que vai confecionando Kefir, vai testando o sabor, podendo manipular as quantidades por forma a alcançar um sabor que lhe agrade mais (quantos mais grãos de kefir, mais ácido, azedo e acentuado o sabor).

Conforme sugestão da +Cru , eu acrescentei duas tâmaras e 3 rodelas de limão.

Cubra o recipiente de vidro ou de plástico com uma gaze ou tecido leve (pano de algodão) para que não fique completamente vedado, prendendo-o com um elástico se necessário.

Mantenha o recipiente afastado da luz direta do sol. Quanto mais quente o ambiente, mais acelerada é a fermentação. Em regiões com temperatura média de 22º, o tempo de fermentação é de entre 48 horas a 72 horas.

Primeira fermentação está tudo bem , perfeito! Nessa fermentação não se deve juntar fruta ou sumo ou outras coisas para além de : açúcar ( se o açúcar for branco junta se uma pitada de sal e outra de bicarbonato de sódio para aumentar os minerais), tâmaras, rodelas de limão.

Após esse período, coe o líquido e armazene-o num recipiente bem tampado no frigorífico. 

Depois recomeça-se o processo com o Kefir, iniciando-se a segunda fermentação. Nesta pode adicionar o que se quiser para dar sabor . Agora pode usar uma garrafa tapada e FORA do frigorífico para a fermentação continuar. Atenção que pode rebentar se a garrafa for muito estanque , por isso devemos deixar um espaço livre e não encher até cima e também ir destapando várias vezes ao dia . Por vezes até acontece o líquido sair tipo garrafa de champanhe!!
A segunda fase não é indispensável. Claro que se a fizermos obtemos um líquido mais rico em probióticos.
Após 48 horas (mais ou menos , conforme o gosto) colocamos no frigorífico. Aí já não há perigo de rebentar porque a fermentação fica adormecida. Por isso é que, se quisermos por o Kefir a “dormir” , colocámo-lo num recipiente com água e açúcar q.b.  no frigorífico. Assim, conservar-se-á por algum tempo.

A bebida vai ter uma coloração variável, dependendo do açúcar ou produto fermentável (o açúcar mascavado vai deixar a bebida mais escura do que o açúcar branco), mas o resultado é, geralmente, uma bebida parecida com um chá e sempre levemente efervescida ou gaseificada.

Os grãos coados devem retornar para um novo recipiente com água fermentável, iniciando novamente o processo.

Quais açúcares a usar na fermentação do kefir de água?

Os açúcares mais recomendados para adicionar na água são:

  • Açúcar orgânico;
  • Açúcar demerara;
  • Açúcar mascavado;
  • Açúcar refinado;
  • Rapadura.

    Lembre-se de que os “bichinhos” é que se vão alimentar deste açúcar e não você.

Além desses produtos, é possível usar frutas (ou sumo de frutas) para provocar a fermentação. No entanto, alguns nutricionistas e pesquisadores apontam que esses componentes podem alterar o processo de fermentação da bebida, resultando num líquido menos probiótico, menos nutritivo e, portanto, menos funcional. Por outro lado, ainda que a fermentação seja menor, empregando essas variedades de açúcares, alcançará uma bebida com sabores diversificados.

RESUMO

Após a primeira fermentação:
1 . Coam-se os grãos
2 . Com o líquido faz se a segunda fermentação, (ou consome-se ) durante 48 , em garrafa fechada fora do frigorífico com cuidado para não rebentar, etc
3 . O que fazer com os grãos ?
A) recomeça se de novo
B ) por a dormir no frigorífico em água com açúcar
4) terminada a segunda fermentação guardar no frio

 

Propriedades do kefir:

Probióticos

Os probióticos são microrganismos vivos que auxiliam no trato intestinal, favorecem a digestão e melhoram a saúde do organismo como um todo. Além disso, essas bactérias podem auxiliar na síntese de algumas vitaminas, como a B12 e a K, melhorando o aproveitamento nutricional dos alimentos.

No kefir, os microrganismo presentes são bastante variados, mas sabe-se que os Lactobacillus compõem a maior parte dos grãos.

Nutrientes

Além dos efeitos probióticos, que melhoram as funções gastrointestinais, o kefir possui outros nutrientes capazes de agir beneficamente no organismo.

Melhora a saúde mental e o bem-estar

A bebida é rica em triptofano, um precursor da serotonina. A substância está relacionada às sensações de bem-estar, relaxamento e felicidade. Pacientes relatam a melhor disposição mental com o consumo do kefir.

O triptofano é um aminoácido essencial, ou seja, o organismo não é capaz de produzi-lo, sendo necessário recorrer à alimentação para suprir a sua ingestão.

A substância tem funções importantes no organismo, como a participação na síntese de proteínas, regulação de mecanismo fisiológicos e auxílio no crescimento e desenvolvimento do corpo.

O triptofano age com outras substâncias, como a vitamina B3 e o magnésio, promovendo a ação da serotonina (hormona responsável pelo prazer e bem-estar). Por isso, o aminoácido pode ter efeitos benéficos no tratamento e prevenção da depressão, insónia e na regulação do humor. A ingestão regular do kefir pode trazer efeitos relaxantes, estabilizando ou melhorando a saúde mental e o bem-estar.

Benefícios do kefir:

A bebida é consumida há séculos devido aos seus benefícios à saúde e ao bem-estar. Mas, até há alguns anos atrás, os conhecimentos sobre a substância eram baseados em observações e tradições populares.

Com a popularização do kefir, os estudos sobre as propriedades reais e os efeitos no organismo têm aumentando, comprovando a ação do produto.

As pesquisas desenvolvidas até ao momento já classificam o kefir como um alimento funcional, ou seja, capaz de trazer benefícios, promover o bom funcionamento e a saúde do corpo. Entre os efeitos do seu consumo estão:

Melhora a saúde do intestino

Sabe-se que o kefir traz mais benefícios para quem sofre de “intestino preguiçoso” do que o iogurte. Isso porque a bebida tem concentrações mais elevadas de bactérias favoráveis ao intestino, capazes de reorganizar a flora intestinal e diminuir a prisão de ventre.

Aumenta a imunidade

O sistema imunológico também é favorecido com o consumo do kefir porque milhões de bactérias compõem a flora intestinal e estão intimamente relacionadas com o sistema imunológico e o funcionamento adequado de outras atividades do organismo.

Já pensou que você só consegue aproveitar bem a sua refeição, em aspectos nutricionais, se o intestino for capaz de absorver corretamente os nutrientes? Se a flora intestinal estiver bem equilibrada e trabalhar de modo eficaz, os nutrientes serão melhor absorvidos e, assim, evita-se disfunções diversas e aumenta-se a imunidade.

Fortalece os ossos

O riscosde osteoporose diminui com o consumo do kefir porque, segundo um estudo publicado na revista médica Osteoporosis International, em 2014, a bebida melhora a densidade óssea devido ao aumento da absorção de minerais (como o cálcio e o magnésio).

Ajuda no controle de doenças intestinais

Um estudo desenvolvido pela Wroclaw Medical University, indica que a alta concentração de probióticos no kefir pode ter efeitos benéficos nos casos de intestino inflamado.

Segundo os pesquisadores, parece haver uma causa direta entre o desequilíbrio da flora intestinal e as alterações gastrointestinais, como síndrome do intestino irritável, enterocolite inflamatória e necrosante ou casos de diarreia.

O mesmo estudo aponta para que essas condições podem, de modo geral, ser melhoradas com o uso de probióticos para recuperar e reequilibrar o órgão. 

Digestão de proteínas facilitada

Além de facilitar o processo de degradação nutricional (ou seja, promover uma digestão mais fácil), a quebra pode melhorar a absorção dos nutrientes pelo organismo.

Propriedades antibacterianas

O consumo da bebida pode auxiliar no combate a bactérias patogénicas, como a Salmonella, Helicobacter Pylori e E. Coli. Além disso, a bebida minimiza os sintomas decorrentes de infecções e doenças intestinais.

Pode ter ação antioxidante da pele

O kefir tem ações antioxidantes semelhantes às da vitamina E, mas com um resultados potencialmente maiores, preservando as estruturas da pele e minimizando os sinais de envelhecimento precoce.

Auxilia na função gástrica

Pessoas que sofrem com a acidez estomacal excessiva, refluxo, gastrite e úlceras podem ter os sintomas minimizados com a ingestão do kefir porque a bebida auxilia na regulação da acidez, diminuindo a agressão às mucosas do estômago.

Propriedades anticancerígenas

Combate agente nocivos

Pode reduzir as taxas de colesterol

O processo pode ocorrer por dois mecanismos: o fígado sintetiza menos colesterol ou há uma melhor e mais equilibrada distribuição da substância entre o plasma e o fígado. Juntamente com esse processo, os ácidos biliares são menos absorvidos e, por isso, destinados à excreção pelas fezes.

Auxilia na saúde da vagina

Em geral, sintomas de ardência, corrimento, coceira e odor são causados por infecções que ocorrem quando o pH íntimo está desregulado, ou seja, quando as bactérias naturalmente presentes na vagina estão em desequilíbrio.

De acordo com um estudo publicado no periódico Interdisciplinary Perspectives on Infectious Diseases, em 2008, a ingestão de alimentos probióticos pode prevenir infecções e alterações da flora vaginal, reduzindo os casos de candidíase, por exemplo.

Os microrganismos benéficos são capazes, segundo o estudo, de chegar vivos à região íntima e auxiliar na regulação microbiótica.

Auxilia na regulação de glicemia

O consumo de kefir pode diminuir a absorção de glicose e, consequentemente, evitar os picos de insulina no organismo. Pacientes com diabetes tipo 2 podem ser beneficiados, pois há uma maior estabilização das taxas glicémicas.

Facilita a redução do peso

Como o kefir pode promover uma maior estabilidade glicémica, quem deseja reduzir algumas medidas tem benefícios com o consumo.

Quando o açúcar no sangue aumenta muito rapidamente, o organismo produz altas quantidades de insulina, a hormona que reduz a taxa glicémica. Porém, os picos de açúcar e depois de insulina, fazem com que o açúcar se esgote rapidamente e a sensação de fome retorne. Ou seja, quanto maior a variação da sua glicemia, maior a fome. Como o kefir auxilia na estabilização e regulação da glicemia, a tendência é que as refeições sejam mais moderadas e a saciedade alimentar seja prolongada.

Melhora alergias e asma

Um estudo conduzido com ratos e publicado no periódico médico Immunobiology, em 2007, apontou a ação do kefir nos processos alérgicos das vias respiratórias e asmáticos. Na pesquisa, comparou-se o quadro clínico de ratos que receberam kefir com os que receberam remédios antiasmáticos.

Ao final do estudo, observou-se que o grupo de animais tratados com kefir teve uma redução mais acentuada das células inflamatórias totais, além disso, os agentes relacionados à asma (eosinófilos e interleucina, IL-13 e IgE) também foram estabilizados.

Outro estudo, publicado no periódico Journal of Dairy Science, apresentou resultados semelhantes sobre a bebida, apontando a ação antiinflamatória da bebida.

Para a beleza da pele

A utilização do kefir na pele pode ser uma ótima alternativa para promover a hidratação, fortalecimento do tecido e conferir um aspecto saudável aos tecidos da pele. O produto pode ser aplicado no corpo e no rosto, melhorando a ação colágena, estimulando a recuperação de cicatrizes, atenuando manchas e rugas, além de reduzir as acnes.

Para os cabelos

Como o kefir pode promover uma ação antifúngica, os fios e o couro cabeludo são bastante beneficiados.

Ao utilizar o produto, a descamação (caspa) e o ressecamento podem ser minimizados e as propriedades nutricionais conferem mais força e resistência aos fios, diminuindo a queda e o aspecto fragilizado.

Além disso, se você quiser hidratar os cabelos com produtos naturais, o kefir pode ser uma excelente opção, pois você pode utilizá-lo como máscara hidratante.

Efeitos adversos:

Apesar das ações positivas no organismo, o consumo do kefir pode não ser tolerado por todas as pessoas.

Além da sensibilidade ao produto, assim como qualquer substância, por mais natural e benéfica que seja, a ingestão excessiva pode trazer efeitos colaterais ou danos ao bom funcionamento orgânico.

Entre os sintomas colaterais observados por algumas pessoas estão:

Efeitos digestivos

Pessoas que possuem algum distúrbio digestivo, como frequência elevada de evacuações ou sensibilidade alimentar, podem apresentar gases, desconforto e inchaços abdominais. Isso ocorre devido ao efeito prebiótico, que promove a maior movimentação intestinal (peristaltismo).

Dores de cabeça e irritação estomacal são observadas por algumas pessoas, provavelmente causadas pela sensibilidade do organismo à ação ou às propriedades do kefir.

Azia e dores estomacais podem surgir, sobretudo se a fermentação estiver inadequada (deixar o líquido em contato com os grãos muito ou pouco tempo, ou adicionar pouco líquido).

Produção de histamina

O consumo de probióticos em geral pode provocar o aumento da histamina. A substância é produzida pelo organismo quando as bactérias probióticas chegam ao trato digestivo.

Apesar de serem microrganismo benéficos, o corpo não faz a distinção e tenta combatê-las, elevando o nível de histamina. Um dos possíveis efeitos adversos é a irritação dos tecidos.

A liberação histamínica promove a dilatação dos vasos sanguíneos para que a região infectada receba mais sangue e combata mais rapidamente os agentes possivelmente nocivos. Nesse caso, podem surgir placas vermelhas na pele, coceira e irritação.

O quadro pode ser mais agravado se o paciente for sensível à histamina.

Infecções

A condição é rara, mas pode ocorrer aproximadamente 1 caso de infecção pela levedura a cada milhão de pessoas que utilizam probióticos não fermentados, e 1 a cada 5,6 milhões de pessoas que ingerem os produtos fermentados.

Em geral, são pacientes com sistema imunológico bastante debilitado e, portanto, susceptíveis às infecções e contaminações.

Quem não deve consumir?

A ingestão do kefir não é recomendada para crianças menores de 2 anos, pacientes hospitalizados ou com sério comprometimento do sistema imunológico, pessoas com função da mobilidade intestinal elevada ou sensíveis a probióticos.

Pacientes em tratamento com antibióticos ou que fazem uso recorrente de substância alcoólicas também não devem consumir.

 

 

 

 

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