You know when you did good 😊

You know when you did good! You just know it! You don’t need anyone to tell you so!

Todavia, quando os “meus galos” me dizem “Máquina! Essas pernas valem ouro!”, then I know I’m doing gold!

Treinar com estes homens e mulheres de uma genética própria, com a constituição que caracteriza o povo africano, de uma musculatura opulenta, com uma fisiologia que carrega os ancestrais arquétipos da sua cultura, tem sido um grande desafio físico e mental.

Sem pudor nem vergonha 🫣, digo-vos que saí de rastos dos treinos por cerca de um mês. Mas não desisti. Durante esse período, não cedi, mas, sem ego, fui para cada saída com o grupo como um aluno novo na escola: estudei o ambiente, observei as condutas, registei as táticas e as movimentações, anotei os obstáculos dos itinerários, analisei os pontos fortes e as fragilidades de cada um… No fundo, era da minha sobrevivência (com estilo 🤩) que estávamos a falar!

Quando vim para Cabo Verde, achava que seria capaz de subir para a bicicleta só para deixar cair a perninha… Mas essa não sou eu e quis o destino que me encontrasse com os Galos da Madrugada – gente determinada em manter acesa a chama 🔥 da Ilda Pereira.

Juntamente com o treinador, Bruno Magalhães da BM High Performed Train, decidimos deixar de lado os planos de treino e “deixar correr o marfim” (como costuma dizer o meu pai). Porém, décadas de visualização de planificações fazem com que estas estejam assimiladas e não evito (nem quero evitar) analisar os dados que recolho a cada saída com o grupo.

Tudo conciliado, e, depois daquele mês (aproximadamente) de “trabalho de sapa”, qual “former cyclist”, fui-me posicionando no pelotão/grupeta, escolhendo as “lutas” e os aliados, selecionado declives, recuperando quando oportuno e, quantas vezes (imeeeennnnsassa), superando-me em esforço “hercúleo” para não largar a preciosa roda (ora a mais veloz ora a que mais me protege, tantas vezes ambas). 🤯

Este foi o plano físico. Contudo, como sabem, digo sempre que o desporto molda o carácter. “Quem és na bike é quem és na vida”! Sair com este eclético másculo grupo de testerona é grandes ovários é uma lição de “engolir o ego”, saber estar, respeitar (e dar-se ao respeito), posicionar-se, mostrar quando se tem competências e demonstrar a humildade de recuar, proteger(-se) e cuidar(-se)…

Aliás, é “cuidado” o termo de define este grupo. Aqui cuida-se! Cada um cuida de si para melhor cuidar do outro! É a imagem gasta no “Coaching de Vida” e na “Psicologia” do passageiro que no avião deve colocar primeiro a máscara e o colete em si para depois poder salvar os outros… Aqui cuidamos!

Aqui cuidamos sem “mimimi”. E isso cai-me bem que eu sou “um cavalo” no que toca à manifestação de afetos (como diz a minha amiga Lili). Aqui cuidamos como melhor sei: impulsionando, motivando, desafiando, testando, empurrando para a frente… Quando o vento não está a favor, se não o enfrentas e teimas em avançar, recuas! Neste grupo estamos empenhados em que ninguém recue! We move forward and no (wo)man is left behind!

Por isso, este grupo é também um complexo puzzle perfeito: múltiplas peças, diversas, diferentes, disformes, mas todas cumprem uma função! Nenhuma peça se sobrepõe! Nenhuma peça se substitui. Todas, à sua maneira, são essenciais!

E é nesta ambiência que eu me sinto a crescer… Não sei se estou apta a ir a uma competição! Mas sei que fraca não estou!

E não estou fraca graças a tod@s!

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