Ilha de Santiago de lés a lés 🚲🇨🇻

Tarrafal

O Tarrafal é um ponto incontornável na passagem pela ilha de Santiago. É promovido pelo turismo como uma das praias mais deslumbrantes de Santiago, com areia branca e águas cristalinas, rodeada de coqueiros. Por isto, mas sobretudo pelo entusiasmo com que os próprios locais me recomendavam os destino, desde a hora que a Glenda me falou desta ida em bicicleta que vivi com imenso entusiasmo a expectativa de conhecer a vila (ainda mais podendo ser eu a conquistar o trajeto pela força do meu pedalar, com o tempo que as subidas levam para um apreciar da paisagem, da dureza do declive criado pela natureza composta de uma arqueologia e flora únicas).

Eu sou a soma de todos e vejo mais alto aos ombros de gigantes. Por isto, sou tão grata a este nobre grupo que com tanta camaradagem me acolhe.

Hoje foram os Weekenders – o nome por si só dispensaria mais comentários, mas eu não me quero limitar aos elogios. Os Weekenders são gente resolvida, emancipada, empoderada, de bem com a vida, com a simplicidade que só os intelectos complexamento literados possuem. Com eles tudo flui, tudo é tranquilo, pacífico – não há problemas que eles são gente que arquiteta soluções. São gente de grandes corações.

Desta forma, o caminho da Praia ao Tarrafal só poderia ser brilhante!

De resto, os treinos passados já me permitiam gerir os primeiros 20km, sabendo de antemão (porque, como vos disse, esta malta é verdadeiramente aberta e genuína) que iam apertar comigo nas subidas míticas, como o Jongoto, Assomada e Malagueta. E o caminho foi-se conquistando entre recuperações em grupo nos escassos km de aparente plano e as inclinações típicas de uma ilha – um verdadeiro XCO constante.

Até São Domingos eu reconheço a paisagem, pois já lá fomos e parte da rota é comum com o nosso circuito da circular e a estrada para a Praia Baixo. A partir de lá, havia feito até ao Parque Natural da Serra da Malagueta – e é a partir daí que a coisa fica mais bela!

Da janela de uma Hiace não se vive a experiência de atravessar a ilha da mesma forma. O que era bonito ficou ainda mais belo e o que já era belo ficou sublime.

Os Picos de Santiago são disso bom exemplo! Como é possível que a Natureza seja tamanha arquiteta?
Tomado o alto, tive que parar para experimentar, na primeira pessoa, o vento na pele, a vista sobre o longínquo, o cheiro do verde, os tons desta paleta do interior de Santiago.

Quando cheguei à derradeira e temida subida para atravessar a Serra da Malagueta, confesso que já as horas, os KMS e a brincadeira dos QOMs me entorpeciam as pernas. O Júlio atacou logo no início – possante como é, já anteveêm que ganhou distância nos primeiros km; o jovem promissor Nilson, qual trepador, segui-lhe a roda e, com facilidade, iniciou a escalada. A mim sobrou-me, como é apanágio, a cabeça. Mantive-me numa posição com contacto visual e procurei ascender num ritmo constante. Lentamente fui progredindo e, tão encantada com os planaltos que se construíam à minha direita quão necessitada de algo que me motivasse e entretivesse, viria, entretanto, a ultrapassar os outros dois colegas. Segui absorvida pela imponência rochosa, pela grandiosidade dos vales, das montanhas que se somavam. Como era muito mais majestosa a Serra da Malagueta na bicicleta do que pela vidraça da carrinha!

Da Serra para o Oceano, os KMS foram maravilhosamente feitos a grande velocidade. Como eu gosto de velocidade!!!

Incrível ver do alto o plano da terra junto ao mar. Incrível saber que em aproximadamente 10km se deixou para trás o ar rarefeito da altitude para se estar no areal. Lindo! Adorei e guardo na minha memória todas aquelas fotografias que as lentes do meu olhar capturou.

Chegamos! Chegamos sempre juntos! Saímos juntos. Seguimos unidos no respeito por todos os ritmos e vontades. Chegamos sempre juntos.

Depois da foto da praxe, alívio e convívio! Entre umas krioulas e qualquer outro líquido que reponha sais, lá celebramos o feito.

Mais relaxados, seguimos o “Chefe-Capitão-Paulo Canuto” e metemos as pernas nas prometidas águas turquesa sob a promessa de que assim melhor recuperamos para amanhã (Weekenders que são Weekenders fazem a dobradinha de sábado e domingo 🤪😂).

E o que é que falta na checklist do ciclista? Falta o bom do repasto! E que repasto nos prepararam no restaurante Hola Orla! Que manjar! Bebidas sobre a mesa, da água ao bissape e sumo de calabaceira, passando pelas cervejas e pelo vinho, até aos refrigerantes para todos os gostos, arroz, feijoada, saladas, legumes cozidos (onde não faltavam as variadas batatas doces e abóboras da terra) – sim, também havia, obviamente, vários pratos carnívoros, mas vocês sabem que passo essa parte 😂😚) – pudim de leite, salada de fruta, cafés e abatanado! Tanta variedade com exímia qualidade! Foi ou não foi um manjar? Volto ao Tarrafal só pelo Hola Orla! Testado e recomendado! 🤤😋

Chega a hora de regressar e, como é imagem de marca desta organização, nada é deixado ao acaso!
Daquilo que para mim está no topo da lista das prioridades é o cuidar bem da minha Bianchi. Assim, agrada-me ver que as bicicletas são devidamente acondicionadas com mantas de proteção no transporte.

E pronto… De pernas ao alto era só isto que tinha muita vontade de vos dizer: QUE DIA ESPETACULAR!
Obrigada, malta! Muito muito obrigada! 🙏

Muito mais do que ciclismo 🇨🇻🚲🇵🇹🤝

What if?

What if a bike is not just a bike?

What if cycling was meant to be much more than exercise?

What if the human being could find itself among peers on two wheels moving barriers, inner frontiers and miss assumptions?

This is not a fictional story! This is my story!

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Cabo verde no mundial 🇨🇻⚽

E é muito isto: a 13 de outubro respirei um momento histórico da nação que é agora a minha casa 🏠. “Os Tubarões Azuis venceram o Essuatíni por 3-0 e asseguraram, de forma inédita, a qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol.”

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A caminhar para o 1° mês em 🇨🇻

21 dias para formar um hábito. Já me habituei ao modo “no stress” Cabo Verdiano mas ainda não interiorizei e ainda não sou capaz de me comportar de forma tão descontraída como o contexto pede!

Mas, enfim, sou eu a ser Ilda e eu a ser Europeia em África! 🫣

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O “settle down” em Cabo Verde 🇨🇻💚

One more week! 🇨🇻💚

Uma semana que contou com uma dura segunda-feira e uma sexta-feira de nervos!

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